Entre em contato para agendamento pelo
"(A psicanálise) Ocupa-se de coisas simples,
que são também imensamente complexas.
Ocupa-se do amor e do ódio, do desejo e da lei,
dos sofrimentos e do prazer,
de nossos atos de fala, nossos sonhos e nossas fantasias.
A psicanálise ocupa-se de coisas simples e complexas,
mas eternamente atuais."
Juan David Nasio
(trecho de livro: O prazer de ler Freud)
A psicanálise visa tratar o sofrimento humano. Considerando isso, qualquer que seja o sofrimento pode se tornar uma demanda de análise. Não há um sofrimento “menor” ou “maior”, nem uma lista fechada do que pode ou não se tornar uma demanda de análise. Aquilo que faz sofrer — quando insiste, se repete ou se torna enigmático — pode encontrar lugar no trabalho analítico.
Muitas pessoas procuram um analista a partir de sintomas amplamente reconhecidos na cultura, como depressão, ansiedade, síndrome do pânico, transtornos alimentares, dificuldades nas relações, lutos, separações, conflitos familiares, fobias ou situações traumáticas. Outras chegam a partir de algo menos nomeável: um mal-estar persistente, uma sensação de repetição, impasses que retornam em diferentes momentos da vida.
É comum que o sofrimento se manifeste justamente onde a razão não dá conta: quando se quer muito fazer algo e não se consegue, quando se repete aquilo que não se gostaria de repetir, quando as mesmas situações parecem reaparecer nos vínculos, no trabalho ou nas escolhas. Esses impasses, quando passam a interrogar o sujeito, podem se tornar uma questão analítica.
A psicanálise não se orienta pela eliminação do sintoma nem pela adaptação a padrões de normalidade. Ela se propõe a escutar cada sujeito em sua singularidade, para além de classificações diagnósticas, considerando o modo próprio como cada um se relaciona com seu sofrimento, sua história e seu desejo.