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O sofrimento e as dificuldades fazem parte da experiência humana. Em alguns momentos, porém, esse sofrimento deixa de ser transitório e passa a se configurar como um impasse: algo que se repete, que paralisa, que interfere nos projetos, nos vínculos ou no modo de estar na vida. Situações em que não se consegue fazer aquilo que se deseja, ou em que se repete insistentemente o que se gostaria de evitar, costumam remeter a questões inconscientes e podem encontrar, na psicanálise, um espaço de trabalho.
A psicanálise não se propõe a ensinar como agir, nem a oferecer orientações ou conselhos sobre a vida. Trata-se de um trabalho sustentado pela palavra, que permite a cada sujeito construir, a seu modo, outras formas de lidar com o sofrimento, as angústias e os impasses que o atravessam.
Nesse contexto, a escolha de um psicanalista é uma decisão importante. A situação de fragilidade que acompanha o sofrimento psíquico exige cuidado, já que nem toda oferta de escuta se orienta por uma ética clínica. A psicanálise se sustenta na formação contínua do analista, na análise pessoal, na supervisão e no compromisso ético com a singularidade de cada caso.
Mais do que promessas de soluções rápidas ou fórmulas prontas, é fundamental que o encontro com um analista permita a construção de um vínculo de trabalho, no qual a palavra possa circular sem julgamento, sem direção prévia e sem garantias antecipadas. É a partir desse encontro — e não de promessas — que um processo analítico pode, ou não, se iniciar.