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Para a psicanálise, o inconsciente não é apenas um conjunto de conteúdos reprimidos ou esquecidos, mas uma dimensão ativa do funcionamento psíquico, que opera de forma independente da consciência e segundo suas próprias leis. Ele se constitui a partir daquilo que foi excluído do campo consciente por ser penoso, conflituoso ou incompatível com as exigências da vida psíquica, mas que, ainda assim, continua produzindo efeitos.
O inconsciente se manifesta justamente onde a intenção falha: quando fazemos algo que não queríamos ter feito, quando dizemos mais do que pretendíamos, ou quando nos vemos impedidos de realizar aquilo que desejamos conscientemente. É por isso que a psicanálise parte do reconhecimento de que nossas escolhas e comportamentos não se explicam apenas pela vontade ou pela razão.
Embora seus conteúdos não estejam acessíveis de forma direta, o inconsciente encontra vias de expressão: nos sonhos, nos lapsos de linguagem, nos atos falhos, nos chistes, nas associações que surgem na fala sem planejamento prévio. São esses pontos de ruptura — pequenos tropeços da fala ou da ação — que indicam a presença de algo que escapa ao controle consciente.
A psicanálise, fundada por Sigmund Freud, propõe-se a escutar essas manifestações a partir da associação livre, sem a busca de coerência imediata ou de respostas prontas. O trabalho analítico não visa tornar todo o inconsciente consciente, mas possibilitar que o sujeito se confronte com os efeitos de seu inconsciente e possa, a partir disso, reposicionar-se diante de seus impasses, desejos e repetições.