O que é psicanálise?
"A Psicanálise? Uma das mais fascinantes modalidades do gênero policial, em que o detetive procura desvendar um crime que o próprio criminoso ignora."
Mario Quintana
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"A Psicanálise? Uma das mais fascinantes modalidades do gênero policial, em que o detetive procura desvendar um crime que o próprio criminoso ignora."
Mario Quintana
A psicanálise é uma prática clínica que se orienta pela escuta do sofrimento por meio da palavra, levando em conta a existência do inconsciente. Diferentemente de abordagens que privilegiam apenas o pensamento racional ou o controle da conduta, a psicanálise parte do reconhecimento de que nem tudo o que nos move é consciente ou voluntário.
O inconsciente se manifesta justamente naquilo que escapa à intenção: nos lapsos, nos esquecimentos, nos atos que realizamos sem saber por quê, ou nas dificuldades em fazer aquilo que desejamos conscientemente. É também por meio do inconsciente que certos modos de sofrer tendem a se repetir ao longo da vida, muitas vezes sem que o sujeito se dê conta disso.
Nesse sentido, o trabalho analítico não busca oferecer conselhos ou respostas prontas, mas criar um espaço de escuta onde seja possível localizar o que está em jogo por trás do que é dito. Como lembra Sigmund Freud:
“Não somos apenas o que pensamos ser. Somos também aquilo que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos e os impulsos a que cedemos sem querer.”
Freud foi o fundador da psicanálise e inaugurou uma nova forma de compreender o sofrimento humano. Ao longo do tempo, outros autores contribuíram para o desenvolvimento dessa prática. Entre eles, Jacques Lacan ocupa um lugar central. Lacan retoma a obra freudiana e avança em sua leitura, aprofundando conceitos fundamentais sem perder Freud como referência.
Como afirma Lacan:
“Nossos atos falhados são atos bem-sucedidos; nossas palavras que tropeçam são palavras que confessam.”
(Seminário 1)
Nesse sentido, a psicanálise não se propõe a eliminar o sofrimento nem a adaptar o sujeito a ideais de felicidade ou normalidade. Ela oferece um espaço onde é possível escutar o que insiste, o que retorna, o que se repete — e, a partir disso, produzir deslocamentos. Ao dar lugar à palavra e ao que nela escapa, a psicanálise possibilita que cada sujeito encontre outras formas de se posicionar diante de sua história, de seus impasses e de seu desejo.